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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Retenho

Hoje passei por ela.
Jogou-me um olhar.
E disse:
"Olá! Como está?"

Como estou?
Desesperado,
louco por ti.
Quero me afogar!
Afogar-me nesse mar azul,
azul de teu olho.
Teu!
Resumo-me a isto
Teu!

Vejo-te,
a garganta seca,
a mão esfria,
as pernas adormecem.
Fui no doutor:
"Meu filho, é amor!"
Sou assim, teu.
Casa-te comigo.

Guardo, então,
tudo em imaginação.
E me restrinjo a responder:
"Certinho!"

sábado, 3 de abril de 2010

Amigo,...

Todo dia passa,
mas sua mão é acompanhada.
Seu olhar traça,
entorpecendo-me,
linha de encontro ao meu.

Dia seguinte surge denovo,
e fita-me como se quisesse...
E mesmo em meio ao povo,
lança-me piscadela!

Boquiaberto.
Puxo assuntos inexistentes,
falo bobagens...

Indo com sede ao pote.
Já me perdi,
estou mergulhado em seu decote!

Sim,
nos encontramos nos cantos.
Entenda-me como quiser,
padeci aos seus encantos.

Está envolvida com outro alguem.
Eu sei,
não estou aquém.
E não adiantará dizer:
"Ponha-se no lugar dele."
Pois,
felizmente,
estou no meu.